Causas da Queda de Cabelo: Entenda Antes de Decidir pelo Transplante

Antes de pensar em transplante, é importante entender por que o cabelo está caindo — nem toda queda de cabelo é calvície definitiva, e identificar a causa certa muda completamente a conduta.

Dr. Filipe Canal Moura, cirurgião plástico

Alopecia androgenética (calvície comum)

É a causa mais frequente de queda de cabelo, tanto em homens quanto em mulheres. Tem origem genética e hormonal, evolui gradualmente ao longo dos anos e é justamente o tipo de calvície em que o transplante capilar tem indicação — porque a área doadora (geralmente atrás e nas laterais da cabeça) costuma ser resistente a esse processo.

Eflúvio telógeno (queda temporária)

Queda de cabelo mais intensa e generalizada, associada a estresse, febre alta, cirurgias recentes, parto ou carências nutricionais. Diferente da calvície, costuma ser temporária e reversível — não é indicação de transplante, e sim de investigação da causa de base.

Como saber qual é o seu caso?

A distinção entre calvície definitiva e queda temporária às vezes exige exame clínico e, em alguns casos, exames complementares. É por isso que a avaliação presencial vem antes de qualquer decisão sobre transplante.

Outras causas possíveis

Alopecia areata (autoimune), uso de determinados medicamentos, doenças da tireoide, e alopecia cicatricial (por trauma, queimadura ou infecção) também podem causar queda de cabelo — cada uma com uma conduta diferente, que pode ou não incluir cirurgia.

Quando o transplante entra em cena

O transplante capilar é indicado especificamente para calvície definitiva, quando já não há expectativa de recuperação espontânea dos fios na área afetada, e existe área doadora saudável suficiente para o procedimento.

Nem toda queda de cabelo é calvície genética

Além da alopecia androgenética (a calvície de padrão hereditário, ligada à ação da DHT nos folículos), existem outras causas de queda capilar — como o eflúvio telógeno (queda difusa, geralmente temporária, ligada a estresse, pós-parto, deficiências nutricionais ou alterações hormonais) e a alopecia areata (de origem autoimune).

Isso importa na prática porque a indicação cirúrgica só faz sentido para a calvície de padrão genético, já estabilizada. Quando há suspeita de outra causa, a investigação clínica e, se necessário, o encaminhamento dermatológico vêm antes de qualquer conversa sobre transplante.

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